Criei este blog, para poder voltar a fazer algo que adoro, que é escrever! Mas por alguma razão ou várias, acabei por o deixar adormecido no mundo da blogosfera! Renovada, vamos acordá-lo!!!

01
Set 10

Quem não conhece o conceito de “ Dona de casa desesperada”? Quem não conhece é porque ainda não foi mãe... sim, desculpem me todas as outras mulheres que ainda não tiveram o dom da maternidade, mas para se ser uma verdadeira “dona de casa desesperada” têm de se ser mãe... de pelo menos um... não quero imaginar com mais de um!!!

 

Tentem imaginar... acordar às 7h30 da matina, porque o bebé despertou e quer o leitinho (até aqui tudo normal, um começo de dia a dia normal!)

 

Como temos de levantar cedo para nos arranjar, pois é o 1º dia de Infantário, depois de um mês inteiro a curtir as f´rias com os pais e avós, até é bom levantar cedo.

 

20 minutos no bacio para treinar, banho, roupa lavadinha e mochila pronta com o almoço e lanche e estamos prontos para um dia em cheio de aventuras. Mas que dia...

 

Conhecer a nova educadora e auxiliares que vão ficar com o bebé ao longo do ano, conversa de praxe... e o coração a começar a encolher... o bebé fica com uma auxilar contrariado... os olhinhos a questionarem-se o motivo da mãe estar a ir embora e a deixar-lo com duas pessoas completamente estranhas e um monte de bebés chorões.

 

Aguentamos, respiramos fundo e continuamos em frente, em direcção à porta... o coração agora está completamente estraçalhado... mas continuamos, porque sabemos que é o melhor.

 

Na rua alguém nos diz: - então como ficou o menino? Bem? E a mãe?

 

Pronto... o nosso chão desanda e o único resto de força que no resta evapora... as lágrimas correm 4 a 4. A garganta fica seca e começa-se a formar um nó...

 

(Posso dizer que fui o caminho até casa a chorar como uma desalmada e a falar com a única pessoa que passou pelo mesmo e podia entender exactamente aquilo que estava a sentir!!!)

 

Agora imaginem... passar o resto do dia de coração apertado e constantemente a sentir aquela maldita lágrima a escorregar pela cara... a tentar fazer algo de útil e estarmos tão perdidas que acabamos por não fazer nada de jeito.

 

Vamos buscar o nosso pequeno, desejosas de saber como foi o dia... acabou por não ser assim tão mau... vamos para casa... fazer o jantar... mas...

 

A coisa descarrila completamente... o bebé está demasiado chateado devido ao dia novo que teve, só pede a nossa atenção, só quer o nosso colo... e o jantar para fazer... continuamos a tentar fazer malabarismo entre entreter o pequeno e acabar o jantar...

 

Durante o jantar a birra transforma-se... ora se quer comer... ora não se quer comer... o sono apodera-se do corpinho que ainda teima em brincar... chora por tudo e por nada...

 

Tentamos arrumar pelo menos a cozinha, mas é impossível... somos o mundo de alguém que apenas quer a nossa atenção... começamos a ouvir o choro a ecoar pela casa, pela nossa cabeça... sentimos a paciência a esgotar-se... mas respiramos fundo... é um pequeno ser que está tão cansado e sensível como nós.

 

Optamos por deixar tudo para trás, vamos ao banho e vestir o pijama, pois com os olhos pesados que ele apresenta com certeza que fica na cama e dorme... pedimos muito a todas as coisinhas que acreditamos, para que isso aconteça.

 

Imaginem-se esgotadas porque passaram um dia completamente confuso de sentimentos, os nervos à flor da pele... aquele chorinho a soar constantemente no fundo da vossa cabeça... a constante superação de não perder o controlo.

 

Está deitado na cama... finalmente um momento de beber um golo de vinho e acender um cigarro... espera... ouço algo no corredor... saiu da cama, trás a fralda numa mão e chucha na outra... parou e fica a olhar ali no meio do corredor de gatas para mim, como a pedir clemência para não o voltar a pôr na cama. Respiramos fundo...

 

Sentimos o controlo a fugir... abrimos o portátil e começamos a escrever, numa tentativa de acalmar... ele gatinha pela sala... e continuamos a escrever... pede-nos colo... sentado olha para o visor do portátil... encosta a cabeçinha no nosso braço e sentimos o seu cheiro... e de repente uma sensação de amor, alegria, carinho apodera-se de nós... e as coisas começam a acalmar...

 

Ser mãe é isso mesmo, perder muitas vezes o controlo das coisas, tentarmos conciliar tudo e derepente sentirmos o chão a fugir... querermos fazer o melhor e ser o melhor, mas somos apenas humanas... no fim o que conta é a sensação de amor transmitida de um para outro.

 

O que importa é o amor que sentimos por eles... não existem mães perfeitas, não existem cursos e eles não trazem livro de instruções... seguimos os instintos que eles nos despertaram durante nove meses e rezamos para que seja a opção certa... ouvimos alguns conselhos e desligamos das opniões dos outros e com o tempo tudo dá certo!!!

 

Finalmente adormeceu...

publicado por milcoisasdebettyboop às 22:52
Hoje estou: Tired
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